terça-feira, 14 de abril de 2009

ah, a justiça



para um fulano como eu, acreditar que a justiça funciona é imprescindível.

isso porque, por mais que eu acredite no ser humano (e acredito muito, dizem que demais), há espécimes rasteiros em profusão, e face a eles, ou descemos degraus (e para mim não é opção) ou a justiça funciona.

muitas das pessoas que me lêem tem formação jurídica (e são mulheres, e mulheres juristas são muito atraentes, e boas amantes, escrevo eu, sem menosprezo para mulheres com outras formações), muitos(as) são amigos(as) de data longa, relaciono-me com eles(as) e colegas deles(as) há muito, tanto que acabei por desenvolver capacidade de ter uma perspectiva (parcialmente) jurídica do mundo.

essa perspectiva permite-me introduzir alguma distância na análise, olhar para as coisas de uma perspectiva complementar, menos apaixonada, mais objectiva, mais técnica (realço que é complementar, a apaixonada nunca perco).

uma das características que a justiça tem (a nossa acho que abusa), é que tarda muito, demais. outra, é que há gente que fica de fora. a terceira característica que quero referir hoje, é que está a mudar, em muitas situações.

algumas leis são mais justas (risos) e há outra atitude, melhor formada, de quem exerce nesta área. digamos que é uma justiça mais moderna, corrijo, a modernizar-se, a largar pré-conceitos.

suponho que continue a haver idiotas e chicos-espertos com fartura, mas durmo um pedaço melhor sabendo que não se safam como safavam.

que porra, que vai um fulano ensinar ao filho, por mais que lho tentem tirar? que está certo mentir e enganar, fazer de conta e criar dúvidas para fugir à verdade, que se pode manipular pessoas e conceitos porque compensa? ou que se deve fazer sempre (sempre, sempre, sempre
, sempre, sempre) o que diz a consciência, porque ser honesto compensa?

pergunta simples, resposta fácil. acontece é a resposta não ser igual para todos(as), bien entendu...

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