quarta-feira, 29 de abril de 2009

ondas e marés



o meu filhote é um leão.

parênteses (para quem não sabe, estou a escrever aqui temporariamente, por motivos de dores pessoas que não quero contaminem as romãs. este blogue tem vida limitada e desde a primeira palavra que tem última frase (fala de leões e paz na selva), porque eu sei como tudo vai acabar, só não sei quando).

ontem encheu-me de orgulho. fui espreita-lo à natação, ele nada como um golfinho, faz as cabriolices todas, continua a adorar mergulhar (a profundidade atrai-nos a ambos), mas já faz piscinas.

mas o que me encheu não foi isso, foi ver que, mais que águas serenas de piscinas municipais ele sabe vencer ondas e vai saber vencer marés, porque nada para onde quer. nada por ele e ontem nadou para mim, apenas porque quis.

é esta a minha definição de um espírito livre.

uma pessoa que nos conhece juntos disse que enquanto eu estiver de pé, ele também não cai. e que faço bem em não lhe esconder nada nem deixar que ele seja envolvido em segredos tacanhos. eu falo das coisas de frente e ele abre os olhos, engasga-se, deriva na conversa, ainda lhe é estranho que se possa viver sem ser às escondidas, sem segredos, mas vai chegar lá. o conceito atrai-o, they can't take that away from him.

ontem deixou-me a pensar num comercial parvo. é como diz a eva, contento-me com o melhor...

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