"he is philosophically driven and derives his decision making from his strong philosophy".
palavras de apreço de um dono de equipa para o seu treinador, falava em virtude deste ter sido nomeado treinador do ano. não venho discutir os méritos do senhor (que os tem), uso apenas os moldes da apreciação para focar um ponto que me é caro.
falo muitas vezes com muitas pessoas que vão moldando convicções ao sabor do momento, ou seja, batem no peito (e belos peitos tantas vezes têm) ao afirmar uma coisa com uma convicção que se vai diluindo à medida que a maré muda (não, nem me refiro a casos desesperados que prefiro deixar anónimas, há degraus que não vale a pena descer).
refiro-me a questões de convicções menos fundamentadas, que não se afirmam com a serenidade, antes se demonstram à la tarzan (ainda que adore quando isso faz parte de um processo de crescimento e não se resume a evitar viver de frente).
parênteses, (isto relembra-me uma história que um colega mais experiente contava (era das melhores histórias que ele contava e nem era das que mais repetia) acerca de uma nota pessoal num discurso do antónio salazar, talvez perante a assembleia constituinte. estava escrito na tal nota "argumento fraco, falar alto").
o post de hoje é acerca do gosto que tenho de admirar pessoas que agem de acordo com um grau de convicção inabalável e de uma forma admiravelmente tranquila. é isto possível (sim, é realmente possível) quando as pessoas são fiéis aquilo em que acreditam, mesmo (e principalmente) quando seria mais fácil adaptar a convicção a outra que estivesse mais a jeito.
há umas semanas atrás estava em debate com uma amiga acerca do meu petiz, de que atitude deveria eu tomar perante o problema que nos criaram. na opinião dela, haveria certos passos que mereciam ser dados, porque o fim justificava da-los (e se este fim não os justificasse, nenhum outro justificaria). convicção minha noutro sentido, porque faço questão de olhar para todos de frente e puder ser sincero, porque alguém tem de manter sanidade e controlo no meio do caos, e porque, convicção minha, bem enterrada, que fazer as coisas correctamente compensa, em resultados e num mundo mais coerente para nós e os nossos (mesmo que leve tempo) e em sanidade mental, consciência ligeira (é que se ela pesar, em vez de sonhos saem pesadelos).
resulta melhor agirmos de acordo com quem somos e acreditamos (sem prejuízo de evolução humana...) em lugar de cataventar por aí.
palavras de apreço de um dono de equipa para o seu treinador, falava em virtude deste ter sido nomeado treinador do ano. não venho discutir os méritos do senhor (que os tem), uso apenas os moldes da apreciação para focar um ponto que me é caro.
falo muitas vezes com muitas pessoas que vão moldando convicções ao sabor do momento, ou seja, batem no peito (e belos peitos tantas vezes têm) ao afirmar uma coisa com uma convicção que se vai diluindo à medida que a maré muda (não, nem me refiro a casos desesperados que prefiro deixar anónimas, há degraus que não vale a pena descer).
refiro-me a questões de convicções menos fundamentadas, que não se afirmam com a serenidade, antes se demonstram à la tarzan (ainda que adore quando isso faz parte de um processo de crescimento e não se resume a evitar viver de frente).
parênteses, (isto relembra-me uma história que um colega mais experiente contava (era das melhores histórias que ele contava e nem era das que mais repetia) acerca de uma nota pessoal num discurso do antónio salazar, talvez perante a assembleia constituinte. estava escrito na tal nota "argumento fraco, falar alto").
o post de hoje é acerca do gosto que tenho de admirar pessoas que agem de acordo com um grau de convicção inabalável e de uma forma admiravelmente tranquila. é isto possível (sim, é realmente possível) quando as pessoas são fiéis aquilo em que acreditam, mesmo (e principalmente) quando seria mais fácil adaptar a convicção a outra que estivesse mais a jeito.
há umas semanas atrás estava em debate com uma amiga acerca do meu petiz, de que atitude deveria eu tomar perante o problema que nos criaram. na opinião dela, haveria certos passos que mereciam ser dados, porque o fim justificava da-los (e se este fim não os justificasse, nenhum outro justificaria). convicção minha noutro sentido, porque faço questão de olhar para todos de frente e puder ser sincero, porque alguém tem de manter sanidade e controlo no meio do caos, e porque, convicção minha, bem enterrada, que fazer as coisas correctamente compensa, em resultados e num mundo mais coerente para nós e os nossos (mesmo que leve tempo) e em sanidade mental, consciência ligeira (é que se ela pesar, em vez de sonhos saem pesadelos).
resulta melhor agirmos de acordo com quem somos e acreditamos (sem prejuízo de evolução humana...) em lugar de cataventar por aí.


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