sexta-feira, 18 de setembro de 2009

confidentes



tenho talvez uma dúzia de pessoas que considero confidentes, pessoas que sabem da minha vida, nas suas várias vertentes. umas mais próximas fisicamente, outras mais próximas frequentemente, mas a característica mais abrangente (para além de disponibilidade para me aturar os delírios e se divertir, por vezes às lágrimas, com eles) é o sexo.

com excepção do meu irmão (e fraternidade é isto e muito mais, é uma relação com carácter particular), todas as pessoas a quem me confidencio são mulheres. amigas de anos, encantos ou amores antigos, todas mulheres.

uma delas veio beber novidades, ao café. como todas as outras, é a minha confidente preferida, sendo que o que a torna preferida, a ela, é a facilidade com que se ri das minhas histórias e se deixa navegar no meu mar de sonhos.

falamos de filhos (de ambos) e amores (mais dos meus, porque tenho mais, e mais divertidos), de tribunais (jurista) e negócios (nestes sonhos ela também navega).

uma das coisas que me dá prazer à alma é saber que há quem fique feliz por eu estar, sem interesses nem fábulas. simplesmente porque estou. e a mutualidade do sentimento.

chama-se amizade, não se agradece, cultiva-se e desfruta-se.

p. s.- aplica-se o sentimento a todas as outras, igualmente minhas preferidas.

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