
tenho talvez uma dúzia de pessoas que considero confidentes, pessoas que sabem da minha vida, nas suas várias vertentes. umas mais próximas fisicamente, outras mais próximas frequentemente, mas a característica mais abrangente (para além de disponibilidade para me aturar os delírios e se divertir, por vezes às lágrimas, com eles) é o sexo.
com excepção do meu irmão (e fraternidade é isto e muito mais, é uma relação com carácter particular), todas as pessoas a quem me confidencio são mulheres. amigas de anos, encantos ou amores antigos, todas mulheres.
uma delas veio beber novidades, ao café. como todas as outras, é a minha confidente preferida, sendo que o que a torna preferida, a ela, é a facilidade com que se ri das minhas histórias e se deixa navegar no meu mar de sonhos.
falamos de filhos (de ambos) e amores (mais dos meus, porque tenho mais, e mais divertidos), de tribunais (jurista) e negócios (nestes sonhos ela também navega).
uma das coisas que me dá prazer à alma é saber que há quem fique feliz por eu estar, sem interesses nem fábulas. simplesmente porque estou. e a mutualidade do sentimento.
chama-se amizade, não se agradece, cultiva-se e desfruta-se.
p. s.- aplica-se o sentimento a todas as outras, igualmente minhas preferidas.

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