
almoço divertido, comida da boa, vistas belas e conversa animada.
por escrever de vistas (de rio, a la alfacinha (posso-me largar no assunto, se não vais divulgar o endereço)), venho do almoço e pós almoço com uma discussão na ideia: será possível determinar com precisão, à partida (ou numa perspectiva radical, pré cruzamento), se duas pessoas são compatíveis e complementares?
para o restrito grupo de pessoas com "dom" de tarot ou bolas de cristal, evidente que sim; para os restantes mortais, afirmo que não.
argumento: várias pessoas que me conhecem bem, obtêm resultados diferentes em relação à minha compatibilidade com a mesma outra pessoa (ou tipo de pessoa). logo, ou cada uma das que me conhece bem, o faz de ângulos diversos (explicação aceitável) ou conhece menos bem a pessoa (ou tipo de pessoa) cuja compatibilidade analisa, ou não tem jeito para análises deste teor.
outro argumento, este o meu: quem faz puzzles sabe que, mesmo que uma peça pareça exacta, a priori, para determinado buraco, pode não o ser quando a vamos encaixar; e outra, de todo improvável numa primeira análise, acabar por servir trés bien.
mas a relevância da dúvida nem me parece essa: será aceitável que se elimine uma oportunidade de dois amigos serem felizes (mais a brwoning e os bikinis) apenas por um pré-conceito?
a questão que se coloca é se não será uma das partes mais fascinantes dos encantos o facto de gerarem soluções impensáveis? e se não será responsabilidade de cada um de nós sonhar com impensáveis?
é uma provocação barata, inútil porque acerca de assunto encerrado, mas franca e com relevância futura, em casos diversos.
p. s.- por escrever de compatibilidades, já é bem bom, tantas das vezes, conseguir compatibilizar disponibilidades físicas, porque raio se hão-de restringir as outras?

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