quarta-feira, 6 de maio de 2009

auto retrato / descrição



p(re).
p(re). s.- é verdade, para aqueles mais atentos que vieram saber que ia eu almoçar hoje, troquei a ordem dos temas do desafio, fica o almoço para amanhã (só em tema, tenciono almoçar...) e o meu retrato para hoje. podia alegar vários motivos: que o almoço de amanhã é especial; que descobri a fotografia do post de hoje ao descarregar as fotografias da máquina (explico mais abaixo, é descer); que isto andava muito certo e não me dou bem com rotinas; ou outro motivo qualquer que me ocorresse. para ser franco, apeteceu-me, c'est tout.

p(re). s.- acerca da fotografia, foi o gustavo que a fez. o meu filhote adora máquinas, a primeira vez que fotografou ainda não devia ter dois anos, apanhou um chão lindo, sombras fortes num dia de sol forte (acho que ainda aparecia a ponta das botitas)... a fotografia de hoje deve-a ter feito numa manhã, antes de eu acordar, ele sabe usar a máquina. fiquei feliz quando a encontrei, no domingo.

agora acerca do tema...

eu sou um fulano anormal (porque não me encaixo bem em parâmetros normais). com propriedade, chamam-me louco (na perspectiva de kalil gibran, de quem não tem máscaras e sente o sol atingir ao mesmo tempo o rosto e a alma), doido e tolo (estes mais carinhosos, a adocicar sofrimentos).

quem gosta de mim, aprecia-me a generosidade, a frontalidade, a convicção e a coerência. quem gosta de mim, não é por ser modesto, adaptável, normal ou enquadrado. quem não gosta, deve ter bons motivos... (e depois, há artistas que dizem que não gostam e se vem tentar enfiar no que é meu, diversions).

sou amigo franco (por vocação), filho desleixado (não muito, mais do que devia), arquitecto preguiçoso (mas dedicado), amante encantado (...l'amour...), sonhador inveterado (mas vertebrado), provocador descarado (sem nunca esconder a cara) e, acima e melhor que tudo, sou pai do gustavo.

amanhã, não percam o almocito...

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