
(...)
si aun por breve tiempo estuvieras a mi lado
envuelto en mi rebozo, suspenso en mi beso
dejando tu cuidado entre flores olvidado
si aun por un momento estuvieras a mi lado
(...)
envuelto en mi rebozo, suspenso en mi beso
dejando tu cuidado entre flores olvidado
si aun por un momento estuvieras a mi lado
(...)
floricando, lhasa de sela

Não digas ao que vens. Deixa-me
ResponderEliminaradivinhar pelo pó nos teus cabelos
que vento te mandou. É longe a
tua casa? Dou-te a minha: leio nos
teus olhos o cansaço do dia que te
venceu; e, no teu rosto, as sombras
contam-me o resto da viagem. Anda,
vem repousar os martírios da estrada
nas curvas do meu corpo - é um
destino sem dor e sem memória. Tens
sede? Sobra da tarde apenas uma
fatia de laranja - morde-a na minha
boca sem pedires. Não, não me digas
quem és nem ao que vens. Decido eu.
Maria do Rosário Pedreira (Escritora e poetisa portuguesa)