quarta-feira, 13 de maio de 2009

medo



p.(re) s.- tema que escolhi para quarta-feira, acho que tinha uma ideia da abordagem que queria fazer dele, mas olvidei. roll down.

curiosity killed the cat.

que quero dizer com isto? que se a curiosidade vencer o medo, o gato morre pela curiosidade, como o peixe pela boca e as batatas pela lógica (batatas não morrem, certo, mas apodrecem, tive umas cá em casa que eram dignas de ver).

o facto de a curiosidade matar, remete para uma perspectiva que tenho deixado nos post's mais recentes: é preciso estar vivo para morrer. se a curiosidade pode matar, implica fazer parte da parte de estar vivo.

onde cabe o medo, nisto? basicamente, é um obstáculo, um inibidor, um problema, com intensidades várias, de temor a terror. é um sentimento (estive na dúvida se prefiro escrever sensação) com conotações negativas, porque cria paralisia, atrofio, imobilidade, insegurança. se for medo a dominar-nos, não estamos vivos.

eu vivi medo de uma forma inibidora durante muitos anos, era uma pessoa contida. não sei muito bem como, parte inconsciente e parte consciente de que queria mudar coisas que me desagradavam em mim, fui evoluindo a minha relação com o meu medo.

hoje, sinto-o chegar, tomar conta de mim, confesso que gosto de o sentir fazê-lo. depois, tomo conta dele, vejo como tudo vai acabar, como quero que tudo acabe, passo por cima dele (prazer menor do que senti-lo invadir-me, confesso), uso-o. comigo, resulta mui bien.

é que nunca deixamos de ter medo, mas é possível (e desejável) ter com ele uma relação produtiva, utiliza-lo como catalisador, como à raiva, ao desejo, à fome (isto é noutro post, sorry, melhor escrever "à sede"), sentimentos (ou sensações) que geram (re)acções.

quase todos os problemas podem (de)ge(ne)rar (em) bens maiores, quase todas as dificuldades são portas fechadas que podem abrir-se, quase tudo que é mau pode (vir a) ser bom. quase todos os medos podem levar a descobertas, one little baby step at a time ou com um único gesto largo.

parênteses, (repito-me, mau, mau, mau é a estupidez, que, por inerência, impede crescimento).

acho que deslizei um pedaço, hoje, e em continuidade, deixo uma versão desfocada do clássico da disney, "who's afraid of the big bad wolf"

2 comentários:

  1. qual dos dois sentimentos é mais universal, o medo ou a preguiça?

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  2. eu sou preguiçoso convicto, só posso dar resposta parcial...

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