domingo, 17 de maio de 2009

cariño



(...)
si aun por breve tiempo estuvieras a mi lado
envuelto en mi rebozo, suspenso en mi beso
dejando tu cuidado entre flores olvidado
si aun por un momento estuvieras a mi lado
(...)
floricando, lhasa de sela

1 comentário:

  1. Não digas ao que vens. Deixa-me
    adivinhar pelo pó nos teus cabelos
    que vento te mandou. É longe a
    tua casa? Dou-te a minha: leio nos

    teus olhos o cansaço do dia que te
    venceu; e, no teu rosto, as sombras
    contam-me o resto da viagem. Anda,

    vem repousar os martírios da estrada
    nas curvas do meu corpo - é um
    destino sem dor e sem memória. Tens

    sede? Sobra da tarde apenas uma
    fatia de laranja - morde-a na minha
    boca sem pedires. Não, não me digas
    quem és nem ao que vens. Decido eu.

    Maria do Rosário Pedreira (Escritora e poetisa portuguesa)

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