terça-feira, 26 de maio de 2009

danças com pessoas



sou um fulano equilibrado (equilíbrio dinâmico). modesto não muito, sou mais a dar ao realista (realidade sonhada, bien entendu) e para comprovar, hoje venho expor uma insuficiência minha: tenho dois pés esquerdos...

não é deficiência física, coisa de sair em documentários ou vantagem a jogar futebol, escrevo dois esquerdos na perspectiva da dança. não sei, já tentei, já tentaram que tentasse melhor, e não sei, não atinjo.

e tenho pena, é uma das poucas insuficiências minhas que decidi aceitar como definitivas (tanto quanto algo pode ser definitivo). entendam, deficiências tenho muitas, mas estou em processo negocial com quase todas (as que ainda não resolvi), nalguns casos, estamos a chegar à fase de contracto final. tenho mais jeito para negociar que para bailar.

ora bem, estou a derrapar no assunto, que é eu não saber dançar. não tenho inveja quando vejo o travolta na febre, mas tenho dele no pulp fiction (e nem é pela companhia). acho um exagero gestual as danças de salão, a modos que equiparado aos desfiles de orgulho gay, vejo ambos como o exagerar de uma realidade bem sonhada (exagerar uma sensação de libertação). não sou grande adepto de exageros, mas sou de excepções...

pois eu, quando tento dançar, perco o controlo do corpo, parece que a música me descontrola, em lugar de apenas me dominar. deve ser um bloqueio qualquer, uma racionalidade que prende. normalmente, sinto que vou cair estatelado, vezes repetidas.

talvez um dia eu me resolva a resolver isto também, e venha aqui postar menos uma insuficiência. parceira já tenho, por aí não invejo o stefano, do vídeo. da roupita dele, nem escrevo. mas diabo, aquela confiança a dar ao rabo...

2 comentários:

  1. acho que se deve a estares demasiado autoconsciente. às vezes dá-me a sensação que em lisboa (pelo menos em lisboa), o pessoal está demasiado preocupado em ser "cool" a dançar, em vez de se libertar e divertir. já tive momentos aqui em amesterdão em que realmente não consegui dançar mas de tanto rir, pois o pessoal todo dança de modo tão aparvalhado que é ilariante.

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  2. A musica permite encarnar personagens, que no dia a dia, mantemos cobertas... por isso aparvalhando ou não a liberdade de dançar deve ser acompanhada pelo divertimento puro... e se parecer mal, pior é para os "atados"

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