quinta-feira, 14 de maio de 2009

a relação perfeita



mais um post dedicado a tema, e o tema desta quinta feira é o do título, já aqui em cima. acerca deste, lembro-me de porque o escolhi e do que queria escrever acerca...

como enquadramento, faz falta escrever que há vários tipos de relações e nenhuma delas é perfeita. pegando no final da afirmação, perfeito está aqui utilizado de uma forma desfocada, imperfeita. recuperando o início, dos vários tipos que existem (a arquivar segundo vários parâmetros: boas/más; envolvendo duas ou mais entidades; envolvendo pessoas, animais, conceitos, etc; de carácter pessoal, familiar, profissional, económico/financeiro, sentimental, desportiva e mil outras; saudáveis ou doentias; bem, isto não tinha fim e mudavam de canal...), eu escolhi o tema focando em relações de amor, paixão, encanto. nada como ser franco e objectivo. e modesto. aham, adiante...

prolongando a franqueza (que é uma força), confesso que estive quase a fazer um ciclo, aqui, dedicado a relações perfeitas, ciclo que teria como (curioso) título "relações perfeitas". depois eu fazia cada post dedicado a uma delas, mas, culpa daquela bruxa que plantou a semente do desafio, acabei por concentrar todas as perfeições imperfeitas num post único. concentrar (im)perfeições só pode ser bom, e quem não gostar, é favor diluir... adiante.

estive na noite passada com um amor antigo, amiga de hoje e para amanhã. calhou a conversa (nada como vinho tinto para a conversa melhorar) derrapar (foi do vinho, leitores, foi do vinho) para o tema do post de hoje (reparem que a conversa foi ontem e escolhi os temas há uns três dias).

no final, tudo se resume a complementaridade, seja por divergência seja por coincidência. tem a ver com o facto de duas almas, mantendo sempre as suas individualidades de alma, se potenciarem, ganharem amplitude e outras capacidades, por estarem a distância zero da outra (ver post acerca de abraços, deste blogue).

quando isso acontece, criam uma terceira entidade, chamada casal (ou outra coisa qualquer que lhe queiram chamar, o nome é o que menos importa). o que motiva o casal, para além de sentimentos, é o facto de ambas as almas que o constituem entenderem e enfrentarem o mundo de uma perspectiva melhor do que cada uma o faria fora dele. o que o estrutura, para além da base de complementaridade, é admiração (única forma de gerar respeito), compreensão (gosto de palavras com dois "ee" seguidos) (saber quando falar e quando estar calado, quando vir a direito ou com percurso decorado de flores), e... assim de repente, chega.

bem, há algumas coisas menores, que não sendo estruturantes podem, em caso de falta, escassez ou má qualidade, estragar a relação. sexo (não resolve, por melhor que seja, sei de mote próprio. mas se faltar, for escasso ou de má qualidade, corrói), dinheiro (depende das ambições de cada uma das almas, mas mesmo as cabanas custam euros, hoje em dia, e os arquitectos pagam-se num dinheirão), inteligência (pá, a mim faz falta), pés elegantes e tatuados (estou a derrapar, já sei, vou encurtar isto) e outras coisas que tais, de acordo com necessidades pessoais de cada uma (das almas).

posto isto, quero escrever mais uma coisa (prestem bem atenção, é importante). as relações perfeitas existem! não, já não é o vinho tinto a escrever, eu afirmo com conhecimento de causa. podem é ter várias formas, desde a do príncipe no cavalo branco ou na harley, à do sapo que beija bem ou à do lobo mau com língua a salivar. e podem durar mais ou menos tempo (perfeição não implica eternidade, nunca, antes pelo contrário). e podem deixar mais ou menos marcas (cicatrizes ou outras).

é possível construí-las (tinha olvidado de escrever que as relações, perfeitas ou não, se constroem). não existe fórmula, cada um constrói como gosta, depois de arranjar a alma para construir consigo. começa-se por encontrar a outra alma (gémea ou não, é assunto de debate), faz-se cerco e absorvem-se encantos, aprende-se o outro e deixamos que nos aprenda. se há complementaridade, as coisas encaixam naturalmente, se não há, inútil força-la. c'est tout.

já escrevi mil palavras e ainda nem comecei o que queria dizer, vou concentrar. eu tenho algumas relações que admiro como ideais de perfeição (esta perfeição imperfeita que estou a descrever). alguns são de pessoas que conheço pessoalmente, a modos de exemplos que me fazem recordar que há coisas que valem a pena, quando não o consigo ver sozinho (alguns desiludem-me, mas a culpa é minha, tal como a ilusão), não vou expor aqui. outras são apreendidas à distância, sem conhecimento pessoal, e era dessas que o post devia tratar. em concentrado, aqui ficam: arpad (é a terceira vez que ilustro post com o "couple" dele) e maria helena; mickey e minie; as insustentáveis levezas de tomás e teresa; benigni e nicoletta; kareninna e vronsky; raskolnikov e sónia; joão de deus e joana.

3 comentários:

  1. acordaste cedo! ou deitaste-te tarde...
    a relação perfeita é a do sol com a lua ;)
    eu não acredito que haja a relação perfeita entre pessoas, ou animais, há sempre um compromisso.

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  2. já é a 2ª piada acerca do deitaste cedo ou acordaste tarde, safa...
    sol e lua sim, mas também manteiga e torradas, sandálias de salto e unhas pintadas, jazz e penumbra, manhãs e café...

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  3. isso das almas gémeas é um tema que me agrada muito. a minha teoria é que no princípio existiu uma alma original, a qual se dividiu em duas, e essas duas em duas cada (originando quatro) e assim adiante, tal como as células se dividem em duas, e depois em quatro, etc. assim sendo a nossa alma gémea teria de ter originado da mesma alma que se dividiu em duas, o que é perfeitamente plausível, mas nem sempre a encontramos. e assim sendo encontramos imensas almas que têm pequenas parecenças com a nossa, mas nunca na totalidade, visto que surgiram de outras divisões de almas, lol. por isso identificamo-nos com algumas pessoas em certas coisas e noutras não, pois apenas essas coisas originaram de almas que temos em comum com essas pessoas. só consigo explicar isto melhor com um gráfico, lol. e, claro, esta minha teoria está a par com a teoria da reeincarnação, e o facto pelo qual a população mundial duplicou nos últimos cinquenta anos e as almas se repetem.

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