sexta-feira, 26 de junho de 2009

males que vêm por bem



aconteceu anteontem, saí para jantar, companhia da boa, estamos já à mesa e tivemos de cancelar, problema pessoal de um conviva. na conversa seguinte, vai ele de pedir desculpa (pessoa civilizada) e brincar com a situação (nada como sentido de humor): "calhando, ainda nos estou a livrar a todos de uma intoxicação alimentar". get well soon, my friend.

ora bem, eu gosto muito de dizeres populares, os ditados. não lhes confiro valor de verdade de per si (muitos são contraditórios), o que acho é que para cada verdade (para muitas, vá), há um (ou mais) dizer(es) popular(es) que a explana de maneira deliciosa, ou seja, a verdade pode nem estar no dizer, mas há dizeres para dizer verdades.

vinha eu hoje no comboio, meio a dormir, e lembrei uma coisa que escrevi ontem, acerca de andar bem de amores. "azar ao jogo (neste caso, não é jogo, é barbaridade), sorte no amor" (risos). e é que foi mesmo.

para quem não sabe muito bem o que se passa, há umas semanas atrás fiquei sem as férias com o meu filhote (inseguranças alheias oblige). fiquei danado, furioso, "p" da vida, vontade de andar quilómetros, dar uns murros em alguém ou fazer sexo horas seguidas, descarregar energias negativas.

acontece que eu adoro o meu puto, 5 anos, sempre feliz e a brincar. é o meu sorrir e a minha estrutura, roubaram-mo.

estava eu mal, vontade de fazer uma barbaridade também, "olho por olho, dente por dente", e para evitar, liguei a uma amiga. havia quem dissesse que era mais que amiga, mas "vozes de burro não chegam ao céu" (gosto muito deste, imagino um burro a zurrar, pescoço apontado ao alto, os sons a subir e a cairem-lhe nas orelhas). o que aconteceu depois é história pessoal.

suponho que uma perspectiva fatalista afirmaria que "o que tem de ser tem muita força" e que não foi a situação que provocou o que aconteceu connosco, mas não sou fatalista. posso conceder que o que aconteceu puderia ter acontecido por outro motivo qualquer ou mesmo sem motivo nenhum, apenas num enquadramento diferente, no futuro.

mas de facto, e mesmo que tenham interpretações pessoais, factos são factos, foi a barbaridade que proporcionou que eu hoje esteja bem de amores
(sem menosprezar mérito aos amantes, bien entendu), o que é hilariante. "quem boa cama fizer, nela se vai deitar".

"não há mal que sempre dure nem bem que não se acabe". quer dizer, o mal não vai durar sempre, mas quanto ao bem, estamos a fazer por isso....

p.s.- isto hoje saiu muito pessoal

1 comentário:

  1. também há uma versão qualquer em rima: não há bem que sempre dure, não há mal que se perdure...

    rogo saber-te bem!

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