terça-feira, 21 de julho de 2009

rios



eu vejo a vida como um rio, fluente. há questões de corrente, de nadar bem ou mal, de a que profundidade se percorre o rio. e há a questão das relações de proximidade entre pessoas (que é o assunto do post).

pessoas aproximam-se, nadam juntas, ajudam-se (muitas há que tentam atrapalhar os outros, mas essas ficam fora deste), tocam-se.

algumas ficam sempre. outras, julgamos que ficam sempre, quando somos novos. depois, sempre passa a ser relativo, desde que seja inteiro enquanto acontece. outras ficam perto suficiente para nunca estarem longe. de outras não nos parecemos conseguir livrar (as que não encaixam neste).

a questão de saber nadar é importante, porque os que sabem podem escolher. direcção, sentido, momento, velocidade (e, em consequência, com quem).

para mim, cada vez mais a distância é menos definitiva, porque já senti muitas pessoas virem, irem, voltarem, deixarem.

para quem gosta de coisas muito bem definidas, o mundo é ingrato, porque é fluente. para mim, é gentil, porque permite todos os sonhos.

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