quarta-feira, 29 de julho de 2009

tic tac



"(...) i can wait another year or two / but not a moment more (...)"

porque o tempo é relativo, muito relativo (ando a escrever assim, não sei de onde me vem, é inconsciente).

há coisas para as quais um ano ou dois parece adequado (pagar as prestações de um carro, fazer um mestrado, aprender finlandês (versão optimista e com uma professora autóctone), resolver um desamor) e outras para as quais um momento já é demais (a hora de saída do trabalho, a espera por um resultado importante, a demora em saber o sabor de determinados lábios, resolver um desamor).

o tempo não resolve nada (importante, excepto o caducar de alguma multa ou afim...), mas há coisas que necessitam de tempo para resolver.

não tendo horários, o tempo costuma ser meu amigo, há períodos em que parece bailar à minha volta. faço muitos planos (quase todos mirabolantes), mas raramente tem componente tempo, data. e quando resultam (quase sempre), não espero durabilidade, resulta se acontece, independente de durar.

há um dizer que diz que "o tempo o dirá", mas o tempo é mudo, não diz nada. para compensar, penso que ouve bem, muito bem.

outro dizer diz que "a vida são dois dias". duvido, noites são muitas mais, seguro.

uma vez um amigo (no sentido menos rico) disse-me: "time and tide wait for no men". o inglês dele era tão mau como o meu finlandês é (ando a ver se melhoro) que teve de repetir (tempo desperdiçado) o que é uma verdade irrefutável, se acrescentarmos género: "... nor women". claro, fica ao critério livre de cada um(a) escolher marés e utilizar o tempo.

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