
acontece-me com frequência ter disputas técnicas (muros de burocracia para derrubar). tenho jeito, costuma correr bem, retiro algum prazer nisso, nos intervalos em que não me desiludo pela pequenez alheia.
outras vezes, são divergências pessoais, discussões que valem a discussão, acesas ou mornas, sérias ou divertidas. gosto mais, porque não me divirto só nos intervalos, posso aproveitar a discussão toda.
também acontece surgirem (ou fazer surgirem) distâncias para pessoas que nos eram próximas (amores, trabalho, amizade). nunca é divertido, parta a distância do lado que partir, é sempre uma perda, mesmo que traga promessa de futuro.
em todas estas circunstâncias, por mais variáveis que haja e salvo excepções mui bem justificadas, há um aspecto que é quase sagrado: tem de ficar dignidade para todas as partes.
quando alguém caí, tem de se levantar com dignidade. quando somos nós a derruba-lo(a), temos de deixar uma saída digna. quando caímos, temos de garantir dignidade no levantar.
porque quando fica a dignidade de alguém no chão, a pessoa nunca se levantou realmente.
p.s.- suponho que regresse a isto breve.

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