sábado, 1 de agosto de 2009

sonhos



contrariando o gaston lagaffe, hoje foi um dia agitado, começou cedo e acabou tarde, corneta com casa lavada (o peixe até está mais encarnado e deixou de vir à tona respirar. acho que houve um momento em que ficou a olhar para mim, não sei se a pensar que rei faria anos ou porque raio eu não tinha limpo o aquário antes....).

já estava deitado e ocorreu-me isto. há assuntos que só valem a pena debater pelo prazer do debate, este até poderá valer por outros parâmetros, mas no caso, é mesmo discorrer pelo prazer de discorrer. aqui segue:

eu tenho consciência do que me faz encantar, apaixonar e amar algo. é o sonho que isso me provoca.

há várias formas de amar (tem a ver com o tipo de sonho), várias intensidades (com a riqueza do sonho), vários inícios (com a forma como se percepciona o sonho) e fins (como ele acaba). elaboro...

acerca da forma de amar, amo o meu filho com amor diferente do que tenho pelo modo como exerço a minha profissão, amo cada mulher de modo único porque cada uma me permite sonhos irrepetíveis, amo a minha família por um ideal que foi sonhado por gerações anteriores (daí escrever que me ensinaram a amar, antes de todos).

acerca da intensidade, nada a escrever.

acerca de inícios, muito a escrever, vou sucintar. há sonhos que surgem evidentes e outros que tem de ser descobertos, construídos. sucinto.

acerca de fins, tentando continuar sucinto, dou exemplos de saídas: quando percebo que me enganaram despudoradamente, mentiram acerca de tudo, fica uma sensação de ter sonhado sozinho, em cima de nada mais coisíssima nenhuma (a aldrabice, desprezo, fica nas costas de quem aldrabou, porque consciência nem todos tem, questão de inimputabilidade); quando o sonho se cumpriu, realizou, deixou de ser sonho e passou a realidade, e, do nada, deixou de ser para sonhar (a alguns nunca acontece, sonho-os sem final); ou quando deixa de haver um qualquer parâmetro fundamental para o continuar a sonhar.

isto tudo acontece-me de uma maneira instintiva, só depois racionalizo. se racionalizasse antes, tinha evitado barbaridades.

poucos sonhos são exclusivos: pudemos amar quantos filhos tivermos, igual intensidade mas modo diferente (porque cada filho é uma criança e cada ser humano é único), toda a família e mil amigos, intensidades e modos diferentes, o mesmo relativo a locais, cidades, músicas, desenhos, filmes, livros, personagens....

mas mulheres criam um tipo de sonho exclusivista.

p.s.- o próximo post vai ser especial, ainda não sei tema, mas sei que vai ser especial.

p.p.s.- ando numa "fase dali", para os não apreciadores, esperança, talvez evolua para picasso, velasquez, miró....

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